Escolha de recursos

Espiritismo sem Evangelho é apenas sistematização de ideias para transposição da atividade mental, sem maior eficiência na construção do porvir humano.

 

Emmanuel

Palavras de Emmanuel – Psicografia de Chico Xavier. FEB

Escolha dos recursos

 

 

   

     Os recursos são componentes do ambiente que dão estímulo ao participante.  Quando usados de maneira adequada, contribuem para alcançarmos os objetivos, aproximando a aprendizagem de situações reais da vida. São exemplos de recursos materiais: audiovisuais, mídias (projetor, computador, cartaz, música, vídeos, etc.). 

Esses elementos importantes nos auxiliam na facilitação da compreensão por parte dos participantes. Sua escolha depende da observação do tempo que se tem para o desenvolvimento das atividades.

        Assim como conteúdo pelo conteúdo não traz significado para o participante, a técnica pela técnica também não. O primeiro passo no planejamento do estudo é ler o conteúdo. O segundo é refletir sobre o assunto. Somente após o estudo e a reflexão do assunto a ser tratado é que podemos escolher os melhores recursos e técnicas a serem utilizados.

    Quando invertemos essa ordem, damos importância aos recursos, ou especificamente a uma técnica que acabamos de conhecer e adoramos. Nada impede que a utilizemos de imediato. Mas, o conteúdo foi lido para saber se os procedimentos/recursos auxiliarão na conquista dos objetivos traçados para a aprendizagem do tema? Muitos são os recursos disponíveis. Escolhê-los e utilizá-los é uma necessidade, um carinho que temos com a tarefa e com os evangelizandos/participantes.

         Adotamos uma metodologia participativa onde os recursos que cabem são os que propõem discussões, exposições de ideias e opiniões, trabalhos desenvolvidos ora em grupos, ora individuais, ora pela turma. Para os trabalhos individuais, reservamos um momento onde os evangelizandos possam expor suas produções, se quiserem, falando do processo e de seu envolvimento ou não, na atividade.

        Damos importância ao “ser”. Sugerimos a escolha de técnicas, recursos e diálogos que proporcionem acolhimento para que os evangelizandos/participantes se sintam à vontade para exporem suas opiniões.

     Sabemos que nem todos os evangelizadores/facilitadores sentem facilidade em trabalhar nessa linha de ação, mas tudo é prática, envolvimento e aceitação. Quando nos propomos a mudar, mudamos. Quando permanecemos resistentes, resistimos.

    Com os adultos sugerimos a mesma linha de ação. Exposições dialogadas, participativas. Pesquisas, apresentações e discussões promovidas pelo participante sob a orientação do facilitador.

     Lembremos de que o trabalho é de Jesus, mas a oportunidade, no momento, é nossa. Trabalhemos, pois, com as crianças e pelas crianças; com os participantes e para os participantes.

 

 

Manual do Evangelizador